Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a International Pipeline Exposition & Conference, realizada em Calgary, consolidou-se como o epicentro das inovações que ditam o ritmo da indústria mundial de dutos. Em um ambiente onde as principais potências energéticas do planeta apresentam suas estratégias para os próximos anos, a engenharia nacional demonstrou uma força sem precedentes. Ocupar o espaço que historicamente pertencia a todo um pavilhão nacional não é apenas uma conquista comercial, mas o reconhecimento da maturidade tecnológica de uma solução brasileira que hoje é referência absoluta para operadoras transcontinentais.
Como o reconhecimento da ASME transformou o posicionamento da Liderroll?
O prestígio alcançado pela tecnologia de suportação e lançamento de dutos no Canadá possui um pilar fundamental: a conquista do Global Pipeline Award concedido pela ASME. De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, esse prêmio, considerado o mais importante do mundo no segmento, funciona como uma chancela de excelência que abre portas para os projetos de infraestrutura mais complexos do hemisfério norte. Ser exaltado por uma instituição de tamanha relevância técnica permite que a companhia não apenas exponha produtos, mas lidere o debate sobre segurança operacional e eficiência em métodos construtivos inovadores.

Qual é a importância estratégica de Calgary para a expansão internacional?
Calgary é o centro da indústria de pipelines na América do Norte, e a presença da engenharia brasileira neste fórum representa um novo patamar de competitividade. Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, a feira é o espaço ideal para demonstrar como sistemas de roletes motrizes e suportes de alta performance podem reduzir significativamente o tempo de execução de obras em regiões de condições severas, onde desafios naturais frequentemente atrasam projetos.
O destaque recebido no evento reforça não apenas que a inovação brasileira atende às demandas das gigantes do petróleo, mas também evidencia a crescente valorização de tecnologias sustentáveis e de baixo custo de manutenção. Esses atributos são essenciais para a eficiência das malhas de transporte em um mercado cada vez mais competitivo e atento às questões ambientais.
Por que a tecnologia de suportação brasileira é considerada o “Estado da Arte”?
A engenharia desenvolvida pela companhia é inovadora e se concentra na resolução de problemas críticos que impactam diretamente a eficiência e a segurança das operações. Um dos principais focos é a integridade do revestimento dos tubos, essencial para evitar vazamentos e garantir a durabilidade das estruturas. Além disso, a facilidade de manobra em ambientes confinados é uma preocupação constante, pois esses locais apresentam desafios únicos que exigem soluções criativas e eficazes.
Conforme Paulo Roberto Gomes Fernandes, a utilização de materiais poliméricos exclusivos, que oferecem propriedades superiores de resistência e leveza, juntamente com sistemas automatizados de lançamento, transforma a maneira como os gasodutos são montados. Essa abordagem não apenas melhora a eficiência do processo, mas também assegura que a montagem ocorra com níveis de salubridade e segurança (QSMS) que superam em muito os métodos convencionais utilizados até então.
Como a Liderroll projeta o futuro da infraestrutura dutoviária até 2026?
A trajetória de sucesso em exposições internacionais como a de Calgary desenha um futuro de expansão contínua para a tecnologia nacional. Na visão de Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, em 2026 o setor de energia estará totalmente integrado a sistemas de transporte inteligentes e modulares. A consolidação do nome brasileiro como sinônimo de criatividade e precisão na engenharia de pipelines garante que o país continue a ser um protagonista na exportação de soluções que viabilizam a integração energética global com segurança e sustentabilidade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
